Árvores Coragem

AS ÁRVORES MORREM DE PÉ

segunda-feira, julho 15, 2013Teresa Varela


Fotografia - Mara Sarmento
Grounded
"Remain grounded and attached to your dreams".
Mara Sarmento

This picture was taken during a fog day, in Serra de Sintra.
What seemed an outset unfavorable conditions for shooting, became the scene of a dense, mysterious and engaging atmosphere.
"As árvores morrem de pé"- Esta frase  marcou de forma indelével a minha infância e juventude. Na realidade, marcou toda a minha vida, pois, para mim, ela é, acima de tudo, o nome de uma peça de teatro, cuja mensagem fortaleceu e deu mais significado aos pilares da minha vida. 
O Teatro televisivo é um género que deixou praticamente de existir, mas  era habitual nos meus tempos de infância e adolescência. 
Se não estou em erro, a quinta-feira era a noite do teatro, na programação da RTP, único canal de televisão que existia na altura. E, esta peça teatral, a qual vi diversas vezes, marcou-me profundamente, quer pela mensagem que transmitia, quer pela interpretação de Palmira Bastos, essa mulher e atriz extraordinária.

"Recordar, com a nitidez do preto e branco da televisão, uma das peças de teatro que marcaram para sempre as noites do pequeno ecrã
Palmira Bastos

As Árvores Morrem de Pé", uma das peças de teatro que marcaram para sempre os espectadores e as noites de televisão.
Gravada no Teatro Avenida, com público presente, esta foi a última peça com que Palmira Bastos apareceu nos ecrãs de televisão, mas foi igualmente uma da suas melhores actuações de sempre. Quanto ao tratamento televisivo, todo ele esteve a cargo de Fernando Frazão.
"Morta por dentro, mas de pé, de pé, como as árvores". Esta frase, uma das mais célebres da televisão portuguesa, pertence à peça "As Árvores Morrem de Pé" e é dita quase no final da peça pela fabulosa actriz Palmira Bastos, que faz de protagonista da peça.
Tudo começa numa organização que pretende fazer o bem com poesia e criatividade. Chega um dia ao escritório um velho com um pedido surpreendente: tinha um neto que se tornou num rufia, mas a avó não sabe. Ao longo de vários anos o marido foi-a enganando e escrevendo cartas supostamente do neto a dizer que se tinha emendado e tornado num famoso arquitecto. Mas um dia o neto verdadeiro telegrafa a dizer que chega, mas acaba por morrer no afundamento de um navio. O velho lembra-se então de pedir à organização que coloque na sua casa um casal, fingindo que se trata do neto e da mulher.
Tudo corre bem, a velhota parece não se aperceber de nada, até que chega o verdadeiro neto que afinal não viajara no navio naufragado e está vivo.
Um peça notável sobretudo pelo desempenho de Palmira Bastos que, com cerca de 90 anos, faz uma excelente representação capaz de envergonhar não só os seus colegas, como grande parte dos melhores actores nacionais.
Para além de Palmira Bastos fazem parte do elenco Lurdes Norberto, Josefina Silva, Pedro Lemos, Benjamin Falcão, Varela Silva e Luís Filipe" RTP - Programas

Porque sempre vivi perto da natureza e das árvores, sempre as amei, mas, esta peça de teatro veio trazer-me uma nova perspetiva  de as olhar.
Ela permitiu-me ver a coragem, a força, a dignidade, a verticalidade e o poder de adaptação às circunstâncias, de uma nova forma e fez com que ainda mais me sentisse unida à natureza e às árvores.
As árvores são fortes, dignas e verticais e morrem sempre de pé. 
Hoje, como ontem, espero continuar a ter a força, a dignidade e a coragem para me manter vertical e para, um dia, morrer de pé.  
 

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