Poesia

Inquietude

sexta-feira, setembro 30, 2011Teresa Varela

Pintura de Ron Eady

Num mar de ansiedade,
Perdido num oceano de inquietude,
Vibram minhas cordas, gastas e já desafinadas,
Numa melodia intemporal.

Minha Fantasia
Vagueia entre o Vibratto,
Allegro ma non tropo,
E o Fortíssimo,
Num andamento fora de compasso.

Forte tempestade assola o meu coração,
Notas dissonantes de um pensamento errante.
A violência da torrencial chuvada
Verga o meu insubmisso olhar.

Presa nas trevas da noite,
Tenho ciúmes da Lua, que ilumina sem luz própria,
Atormentam-me as estrelas,
Na glória do seu bailado eterno.

Quero Fustigar
O transfigurado Amor.
Rasgos de racionalidade ocasional
Calam a impetuosidade.

Os deuses ditaram leis,
Inconformes com os desvairos
Das almas alucinadas.

Digladio-me no Inferno
Das Chamas   
Que nem o próprio Diluvio
Poderá apagar.

O Universo tremeu.
Desaguei no Buraco Negro
Com a violência de uma enxurrada.

Um silêncio mortal
Paira no meu Universo.
Busco o ar gélido dos pólos,
Para aniquilar o anseio,
Amordaçar o coração,
Emudecer o pensamento.

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1 comentários

  1. Clap-clap-clap meu aplauso, de pé, para essa obra de arte! Difícil escolher qual o movimento mais belo...
    Beijuuss n.a.

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