Poesia

Triste

domingo, novembro 27, 2011Teresa Varela


Meu olhar perde-se no tempo.
Os grandes sonhos, 
Os objetivos maiores
Não passam agora de miragens.

Estendo minhas mão ávidas,
Mas a plenitude escorrega
Entre meus dedos.

Momentos perdidos,
Loucas esperanças,
Inalcançáveis ambições.

Como num espreguiçar
Interrompido,
Resta a insatisfação do desejo
Não cumprido.
Da vida pela metade.

Acordei triste.
Nada de novo.
Apenas a rotina
Dos sons mil vezes ouvidos,
Dos rituais que se transformam em hábitos,
Da impotência para mudar.

Suspiro.
Recolho-me no interior de mim.
Aceito.
A concha protetora começa a envolver-me.

Vivi de coração escancarado.
Gargalhada pronta.
Sorriso permanente.
A violência do confronto com a realidade
Deixou-me sem ar.
Esvaziei, gradualmente,
Como balão a que se afrouxa o nó.

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