Atualidade e Vida

Meu Irmão Sol, Minha Irmã Lua, Minhas irmãs Árvores, Meus Irmãos Animais

sábado, fevereiro 18, 2012Teresa Varela

Será que quando partimos uma pedra ela sente dor?
O Universo em que vivemos tem a sua origem numa mesma e única coisa. Logo tudo o que rodeia cada um de nós é, de alguma forma, nosso irmão ou irmã, pois somos todos parte desse mesmo Universo.
Os homens pré-históricos pediam autorização aos espírito dos animais que caçavam para estes se deixarem caçar e agradeciam-lhes por lhes permitirem alimentarem-se deles.


Da mesma forma, os Celtas pediam permissão e agradeciam ao espírito das árvores  para as cortarem e utilizarem na construção das suas casas, utensílios ou para se aquecer.







Os cristãos, bem como outros que professam outras religiões, tinham por hábito fazer um momento de silêncio e proferir uma pequena oração de agradecimento pelos alimentos que iam ingerir, antes de iniciarem cada refeição.
Muitos destes hábitos ou rituais de agradecimento e respeito, para com os seres ou elementos que nos permitem satisfazer as nossas necessidades básicas de alimentação, abrigo, proteção ou mesmo diversão, perderam-se no tempo.
Nas sociedades atuais vive-se na crença de que a satisfação das nossas necessidades, sejam elas quais forem, são apenas um direito  de cada um, sem que para o deter seja necessária qualquer contrapartida da nossa parte.
No entanto, nos últimos anos tem-se multiplicado o número de pessoas, ou grupos, que deixaram de se alimentar de carne, passando a ser vegetarianas, macrobióticas ou outro tipo de alimentação alternativa, quer como forma de protesto contra a forma como os animais são tratados, na produção em série, quer por considerarem que não nos devemos alimentar de animais.
Contudo, todos os alimentos que ingerimos são seres vivos. 






Será que existem seres vivos que podem servir de alimento e outros não? 
Ao longo dos tempos, os movimentos radicais têm contribuído fortemente para  a evolução da sociedade e como forma de eliminar ou diminuir injustiças, práticas nocivas para o ser humano ou para a natureza. 
Mas, na minha perspetiva, ainda que esses movimentos radicais tenham o grande mérito de chamar a atenção para os problemas e de contribuir para a alteração de hábitos, leis ou práticas cruéis, erradas ou injustas, não me parece que devamos adoptar uma filosofia de vida extremada num conceito irredutível, como se fossemos detentores da verdade absoluta.
No entanto, julgo que os hábitos, de respeito e agradecimento, do nossos ancestrais são valores importantes que deveríamos recuperar.
Da mesma forma que devemos respeitar os nossos familiares, amigos, vizinhos ou colegas, deveríamos respeitar toda a natureza que nos rodeia, todos os componentes do imenso universo de que fazemos parte, utilizando-os e convivendo com eles, não de uma forma abusiva, como se a tudo tivéssemos direito, mas assumindo uma atitude de respeito e gratidão por todas as coisas de que podemos usufruir e que contribuem, ou permitem, a nossa sobrevivência, bem-estar e felicidade.
Saudar as estrelas, a lua ou o sol, que nos aquece e ilumina, os rios e mares que são fonte de vida, os elementos dos reinos minerais ou vegetais, sem os quais não existiria vida, ou os animais que nos proporcionam alimento, companhia ou apenas contribuem para um mundo mais belo e cheio de diversidade,
parece-me, não uma obrigação, mas uma devoção e uma necessidade intrínseca a qualquer ser humano pensante.




A vida só pode ser harmoniosa se vivermos no respeito e gratidão pelo dom que é a vida.

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