Lugares bonitos; Lisboa; Docas Tejo; Portugal

O TEJO E AS DOCAS

segunda-feira, janeiro 06, 2014Teresa Varela

No inverno, muitos fins-de-semana convidam-nos a ficar em casa. O frio, a chuva, ou ambos, desencorajam-nos a ir até ao Alentejo, ou dar um passeio maior. Mas, mesmo assim, aos domingos saímos sempre, para um petisco ou um café. 
Hoje, como já era um pouco tarde, em vez de irmos até à praia da Torre, como fazemos a maior parte das vezes que ficamos por aqui, decidimos ir até às Docas de Lisboa, para o nosso petisco, que faz as vezes de almoço. Já não íamos até lá há algum tempo, mas nem tínhamos ideia de que era tanto. 
Ficámos agradavelmente surpreendidos quando nos deparamos com a mudança de gerência do local em que pensámos ir petiscar. 


Nesta estrutura, à beira do rio Tejo, quase completamente em vidro, encontra-se agora o "Rui dos Pregos". 
Esta empresa detém, pelo menos, seis restaurantes, localizados em diferentes locais da Grande Lisboa, sendo que, ficámos hoje a saber, o das Docas abriu há cerca de dois anos.
"Fundado em 2000, por Rui Moreira,(...) o  restaurante Rui dos Pregos é um espaço acolhedor para a sua refeição diária, com uma diversificada ementa, baseada na qualidade e rapidez, onde é possível encontrar apetitosas entradas e frescos mariscos, sem nunca esquecer no final de se deliciar com a nossa especialidade, os PREGOS do Rui!"
Esta é parte da informação disponibilizada no site da empresa e, posso garantir, absolutamente fiel à qualidade, rapidez e forma simpática como somos recebidos, para além de o preço ser muito em conta.
*Esclareço, os meus visitantes de outros países, que Prego é um bife de vaca, normalmente temperado com sal e alho, que, depois de frito, é, tradicionalmente, colocado no pão (tipo sandwich quente), ainda que também possa ser servido no prato, isto é, com batas fritas e ovo estrelado. No "Rui dos Pregos" o Prego é sempre feito com carne muito tenra e saborosa.
Prego
Depois de nos deliciarmos com os nossos Pregos, enquanto observávamos os barcos  de recreio baloiçando sobre as águas da doca, decidimos ir dar um passeio a pé, ainda que o céu estivesse cinzento e o vento soprasse frio e com alguma intensidade.
A unha intrusa não fazia parte da fotografia
Passeávamos pela rua dos restaurantes, quando fomos surpreendidos por um som que nos fez olhar para cima. Lá ia ele, veloz, o comboio que desde há alguns anos passou a circular num novo tabuleiro, na parte inferior da ponte.


Continuámos o nosso passeio até à margem do Tejo, onde se encontra um dos pilares da ponte, em cujas bases se podem ver pinturas de golfinhos e flamingos, que são algumas das espécies que fazem deste rio o seu habitat.


O céu, cinzento e nublado, era iluminado, aqui e ali, por tímidos raios de sol e o Tejo corria, um pouco encrespado, em direção ao oceano.
Dali avistámos a outra margem e o Cristo Rei que, de Almada, de braços abertos, saúda e protege Lisboa.


Regressámos pela rua junto à Doca, observando os restaurantes e as suas explanadas, hoje pouco apetecíveis.


Ainda que a minha casa e a minha terra signifiquem sempre Alentejo, não posso deixar de reconhecer que Lisboa, a cidade que me adotou há mais de trinta anos, é cheia de encantos, beleza, recantos, luz, história e mistérios.
Prova-o esta visão extraordinária de Lisboa, do Tejo e da sua luz, vista do Miradouro do Castelo de São Jorge, num dia bem mais ensolarado.

Maravilhas de Portugal - Marc Baertsch
O Tejo
"O Tejo é o rio mais extenso da Península Ibérica. A sua bacia hidrográfica é a mais extensa na península, depois da do rio rio Ebro. 
Nasce em Espanha - onde é conhecido como Tajo - a 1 593 m de altitude na Serra de Albarracín, e desagua no Oceano Atlântico, banhando Lisboa, após um percurso de cerca de 1 007 km. A sua bacia hidrográfica é de 80 600 km² (55 750 km² em Espanha e 24 850 km² em Portugal), sendo a segunda mais importante da Península Ibérica depois da do rio Ebro.
Nas suas margens ficam localidades espanholas, como Toledo, Aranjuez e Talavera de la Reina, e portuguesas, como Abrantes, Santarém, Salvaterra de Magos, Vila Franca de Xira, Alverca do Ribatejo, Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria, Sacavém, Alcochete, Montijo, Barreiro, Seixal, Almada e Lisboa.

Doca de Alcântara
Da foz do Tejo partiram as naus e as caravelas dos descobrimentos portugueses. A onda que assolou Portugal no dia do terramoto de 1755 subiu o rio e inundou Lisboa e outras localidades na margem.
Em Lisboa o rio Tejo é atravessado por duas pontes. A mais antiga é a Ponte 25 de Abril (inaugurada em 1966, então Ponte Salazar), uma das maiores pontes suspensas da Europa, que liga a capital de Portugal a Almada. A outra é a Ponte Vasco da Gama, de cerca de 17 km de comprimento. Foi inaugurada em 1998 e liga Lisboa (Sacavém) a Alcochete e Montijo. O local mais largo deste rio chama-se Mar da Palha e fica entre a Lisboa, Vila Franca de Xira e Benavente.
Junto a Vila Franca de Xira existe ainda a Ponte Marechal Carmona que liga as duas margens. Era muito utilizada, mas com a construção da Ponte Vasco da Gama perdeu tráfego.
Existe à entrada da barra deste rio uma fortaleza (o forte de São Julião da Barra).
Todos os anos no porto de Lisboa, atracam centenas de paquetes de luxo, principalmente na doca de Alcântara. No seu estuário existe uma reserva ecológica (Reserva Natural do Estuário do Tejo, com sede em Alcochete) onde nidificam várias espécies de aves." Fonte Wikipédia

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