Fihos; Voos; Asas; Saudade; Mudanças; Medos

O GRANDE VOO - MUDANÇA, NOVOS DESAFIOS, NOVAS ETAPAS

quinta-feira, junho 05, 2014Teresa Varela

Art by Dorina Costras

"Ampliando o Olhar"

"Na vida, tudo muda constantemente. E nós precisamos aprender a lidar com as mudanças. As pessoas resistem à mudança por medo de perder. Mas mudar não é perder. Entenda a mudança como um convite à evolução. Deixamos a infância para ganhar a adolescência. Depois, deixamos a adolescência para ganhar a vida adulta. O trabalho é o ambiente favorito da mudança. Mudam os processos, mudam as pessoas, tudo muda. Resistimos em abandonar nossa "zona de conforto" e enfrentar os aspectos desconhecidos trazidos pela mudança, pois mudar exige abandonar o apego ao já conhecido. Exige esforço, disciplina e coragem. Exige reaprender. Mas lembre-se: os mais sábios mudam mais cedo. Mudar é um processo inteligente e é preciso inteligência para mudar. As possibilidades em nossa vida aumentam ou diminuem na mesmo proporção de nossa coragem de mudar. Veja sempre a mudança com os olhos da oportunidade. Reflita sobre os benefícios que ela oferece. Só podemos estar em duas posições com relação a mudança: procurando conduzi-la de forma consciente ou resistindo e sendo arrastado por ela. 
Busque sempre a primeira, seja agente da mudança."
posted by Na Terra dos Budas

 
Cerimónia de Entrega dos Diplomas
 
Ausentei-me.... Forças maiores apoderaram-se da minha mente, espírito e coração. Subitamente a vida muda. Os filhos crescem e começam a estender as asas para ganhar a sua independência.
Último ano da licenciatura do meu filho, apenas com duas cadeiras por concluir, começa a sentir que quer ganhar a sua própria independência. Já no segundo semestre, só lhe falta uma disciplina, a vontade de ganhar asas agudiza-se. Tenta várias coisas, nem todas lhe agradam. Por fim, é chamado para fazer o curso de Comissário de Bordo de uma Companhia Aérea.
Deslocado no Porto, em casa de amigos, sente-se só e em stress, a formação é dura, muito exigente e intensiva.
Ao fim de seis semanas, e realizadas todas as provas com sucesso, parte para a base onde irá trabalhar, Londres.
É o início de uma nova etapa na sua vida, mas também na minha. Tudo aquilo a que estávamos habituados muda radicalmente.
 

Em casa, olho a porta do seu quarto permanentemente fechada e sinto o peso da sua ausência, mas sei que esta é a ordem natural da vida e é desejável que ele cresça, se torne independente e responsável pelo seu próprio futuro. Só tenho pena de que o finalizar da sua licenciatura fique agora adiado para uma altura mais propícia.
Medos? Medos temos sempre, que adoeçam, que tenham acidentes, das aterragens, do levantar voo, dos piratas do ar.... Mas, a vida é cheia de riscos, desafios, sucessos, insucessos, tristezas e alegrias.
Mas, se é difícil para mim, para ele também não é mais fácil. A mudança de estatuto, de estudante para trabalhador, a saída de casa da mãe, o começar uma nova vida, completamente diferente e repleta de responsabilidades num outro país,
Tudo é novo, tudo exige esforço, capacidade de adaptação e de lutar contra a natural resistência à mudança que todos temos.
A mim, cabe-me o ingrato papel de o ajudar e apoiar para que ganhe as suas asas, literal e metaforicamente. 
 
 

Tem havido vários momentos em que o sinto quase arrependido, quase a desistir. Cabe-me a mim empurrá-lo para fora do ninho, por mais que o meu coração grite: Volta, volta.
Dentro em breve, estaremos bem mais habituados e recordaremos estes dias como um período de grande crescimento e mudança, talvez mesmo com um sorriso ou uma gargalhada.
Mas eu, mãe galinha, vou amanhã "verificar" pessoalmente se o meu filho está bem. Se o seu minúsculo quarto alugado se encontra arrumado e funcional. Se já fez todas as compras essenciais ao seu início de vida independente. Se os seus companheiros de casa são simpáticos…… 
 
 
Assim, quando estiver aqui roídinha de saudades, poderei imaginá-lo, em casa, no aeroporto, voando pelos ares, com imagens reais e não com fantasias.

London, here I come.




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1 comentários

  1. Olá, teresa.
    O importante é que ele está vivo, está bem, está saudável, e essa ausência será contornada no futuro. Você pode falar com ele por telefone, carta, email, computador. Ele está ao alcance. Pense nisso.
    Minha irmã perdeu o filho. Agora, três anos depois, ela teve um enfarto. Seu coração rachado finalmente quebrou-se.
    Vocês vão ficar bem! Abraços.

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