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terça-feira, março 15, 2016Teresa Varela

Nicolau Breyner - Imagem - Jornal Público

"O actor Nicolau Breyner, uma das caras mais mediáticas da televisão e do cinema nacional, morreu nesta segunda-feira em sua casa. Tinha 75 anos. Estava a filmar actualmente A Impostora, a nova telenovela da TVI." in Público


"Um estudo assustador recém-lançado apontou que até 2050 pode haver mais plástico no oceano do que peixes!, in Avaaz

"Já está atualizada a lista das últimas vítimas do terrorismo: na Costa do Marfim, 16 mortos num tiroteio numa estância turística, onde entrou um grupo de atiradores a gritar "Alá é grande"; na Turquia, 34 mortos numa explosão no centro da capital, Ancara. Em nenhum dos dois atentados houve vítimas portuguesas." in Newsletter - Observador 


"A Caixa Geral de Depósitos está a ser alvo de um ataque informático (’phishing’) em que se procura obter dados dos clientes, diz ao CM fonte do banco. "Há quatro emails diferentes a circular, tentando captar dados que os nossos clientes inadvertidamente forneçam", conta a fonte. Também o Montepio está a ser alvo de ataque semelhante, com os criminosos a simular multa de 87,99 euros caso os clientes não confirmem os seus dados.!" in Correio da Manhã

Estas são algumas das muitas notícias de hoje. Elas afetam-nos e condicionam os nossos estados de espírito. Afetam-nos tanto mais, quanto maior é o grau de proximidade que temos dos acontecimentos.
A morte de Nicolau Breyner, ator que nos acompanha há várias décadas e faz parte do nosso imaginário coletivo, choca-nos muito mais do que os 16 mortos na Costa do Marfim ou os 34 na Turquia.



Somos diariamente bombardeados com informações diversas, muitas das quais são tristes, deprimentes ou revoltantes. Temos, pelo menos, quatro hipóteses, ficar indiferentes, ficar deprimidos, ficar revoltados ou analisar cada caso com racionalidade.
Só por si, cada um de nós não pode mudar o mundo. Não podemos abraçar todas as causas, sofrer todas dores, nem combater em todas as frentes.
O instinto de autopreservação faz com que coloquemos alguma distância entre nós e aquilo que nos incomoda. 
Alhearmo-nos da realidade que nos rodeia é uma forma de egoísmo, como outra qualquer, mas não é garantia de felicidade, pois o facto de vivermos centrados, apenas, nos nossos pequenos mundos, de prazeres efémeros e anseios insatisfeitos, pode conduzir-nos, não só ao isolamento, como à infelicidade.
Vivermos intensamente todos os problemas ou revoltarmo-nos constantemente com o mundo em que vivemos é uma espécie de autoflagelação contínua da nossa sanidade mental.
Olharmos com indiferença todos os males do mundo, contribuir para a sua existência ou usá-los em nosso proveito é a expressão máxima do egoísmo, envolto em perversidade ou falta humanidade.
Na verdade, cada um de nós pode contribuir para tornar o mundo um lugar melhor, agindo à sua maneira, de forma consciente, justa e solidária, naquela ínfima parte do mundo a que cada um tem acesso.
Mas, podemos emocionar-nos ou mesmo chorar com a partida de alguém que, por qualquer razão, nos é próximo ou de quem gostamos.
O Nicolau partiu. Vai ser estranho viver num mundo sem Nicolau. Mas, alegro-me que tenha partido assim, rapidamente, sem dor, de posse de todas as faculdade e no ativo. Trabalhando no mundo da arte que foi, afinal, a expressão mais visível que tivemos da sua vida.
Nicolau Breyner viverá para sempre na memória de todos nós.
Boa Viagem, Nicolau.

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