Mundo; Convulsão; Valores; Futuro; Ação; Bem; Mal; Memória

LEMBRA-TE DE MIM, AQUI OU EM QUALQUER ABERRANTOPARVIDIOTALARVOCRACIA

domingo, fevereiro 05, 2017Teresa Varela

Não somos filhos do nada. Descendemos de gentes que se perdem na malha do tempo, grifando a história de indeléveis memórias.
O Presente é filho do Passado e pai do Futuro, pelo que tudo o que fizermos, ou deixarmos de fazer, com a herança que recebemos e com as nossas criações, escolhas, ações, ou falta delas, para além de ditar o Presente, será a herança, base e marca que deixaremos na história e para o Futuro.
Há quem use, por exigência profissional ou académica, por gosto ou, porventura e na maior parte dos casos, por necessidade de auto-afirmação, um discurso rebuscado, repleto de palavras herméticas ou específicas de determinadas áreas do conhecimento, para transmitir ideias, conceitos, informações ou histórias, as quais se tornam quase inacessíveis para grande parte dos potenciais leitores ou ouvintes, ou os obriga, a cada passo, à consulta de enciclopédias (convenhamos que a coisa está mais facilitada desde que podemos googlar).
Transformando, assim, histórias, ideias e conceitos básicos em verdadeiros tratados de uma verborreia petulante e quase vazios de conteúdo, dos quais, se tivermos paciência suficiente, depois de muito espremidos, lá conseguimos tirar uma ideia básica ou fio condutor.
Excetuando as publicações académicas, científicas ou técnicas, nos quais estes são obrigatórios e necessários, sinto uma particular embirração por textos excessivamente eruditos ou de elevada complexidade, não tanto pelas ideias ou conceitos que transmitem, mas, sim, pela forma como os transmitem, recorrendo a palavreado enciclopédico e transformando cada período numa construção frásica labiríntica.
Como diria Einstein, se não sabemos explicar algo de uma forma simples, é porque não entendemos bem a coisa.
Na verdade, alcançar a simplicidade é um extraordinário desafio. Talvez porque somos seres complexos, habitando um universo complexo, tendamos a complicar o que é simples, na tentativa de disfarçar as nossas inseguranças ou ignorância, dissimular as nossas dicotomias e ambivalências, ocultar as nossas limitações, frustrações, medos e defeitos.
Entre o Mal e o Bem existe uma imensidão de nuances de cinzento, que não podemos ignorar, mas que nunca nos impedirá de os reconhecer enquanto tal.
Contudo, grande parte das nossas vidas desenvolve-se exatamente entre essas nuances, o que nos leva a perder muitos momentos de felicidade e bem-estar, pois encontramo-nos demasiado ocupados em encontrar explicações ou culpados, enquanto nos debatemos com os nossos traumas, medos, limitações ou rancores.

Lembra-te de mim é a história de um jovem rebelde e problemático que vive entre a dor da perda do irmão, que se suicidara, a raiva pelo pai e a angústia de se sentir incompreendido e desenraizado. Até encontrar Ally, uma jovem marcada pela morte violenta e prematura da mãe, Tyler apenas conseguira projetar o seu amor na sua irmã mais nova. 
O seu romance com Ally desperta-o para uma nova forma de encarar a vida, dando-lhe equilíbrio e suavizando-lhe o coração.
Por fim, chega  hora do perdão e do reencontro com o pai, mas, também, a hora da sua morte, no ataque terrorista às torres gémeas.


Gostei do filme, ele foca três processos fundamentais nas nossas vidas, o Crescimento Interior, o qual, a maior parte das vezes, se encontra estreitamente relacionado com o sofrimento; as Perdas, de pessoas, bens ou estatutos profissionais, sociais ou outros; e o Amor. Em última análise, é sempre o amor que nos redime, nos conduz à felicidade, nos torna imortais nos corações e memórias daqueles que amamos. É também o amor que nos dá coragem, força e incentivo. Esse amor que pode assumir as mais diferentes formas e projetar-se não só em pessoas, mas também em coisas, lugares ou animais, em causas, nas artes e mesmo nas profissões que exercemos.
É imenso o tempo que perdemos em guerra, com os outros ou connosco próprios, sendo que, muitas vezes, esses outros são as pessoas de que mais gostamos e que mais gostam de nós. É imenso o tempo que perdemos a pensar, sem que daí resulte qualquer tipo de tomada de decisão ou ação.
A marca que deixamos nos outros resulta das nossas ações e palavras. Porque nunca sabemos quando será a nossa última oportunidade para dizer ou fazer algo, torna-se vital demonstrar o nosso amor, dedicarmo-nos àquilo de que gostamos, defender aquilo em que acreditamos e agirmos em função dos nossos valores e princípios. Pois será de acordo com o que fizemos que seremos lembrados.

Vivemos numa era de enormes transformações. Convivemos diariamente com as consequências da globalização e da quarta Revolução Industrial, as quais, malgrado toda a evolução científica e tecnológica e o consequente aumento da qualidade de vida, facilidades de comunicação e deslocação, acesso à saúde ou à educação que nos proporcionam, têm como reverso da medalha o desemprego, consequência inevitável da substituição da mão-de-obra pelas máquinas; as guerras e terrorismo, consequência direta ou indireta de diferentes interesses económicos em jogo, lutas pelo poder ou fundamentalismos religiosos ou outros,  os quais ganharam uma nova dimensão em virtude da cada vez maior mobilidade dos povos; os refugiados que se deslocam, em massa, fugindo das guerras, do terrorismo, da miséria e da fome que se vive nos seus países; o aumento crescente da emigração, cuja causa principal se prende com a grande crise do emprego; e, finalmente, a enorme crise de valores que se vive no mundo ocidental, causada, em grande parte, pelo culto do "eu",  do enviesamento dos conceitos de liberdade e direitos ou pelas tensões resultantes dos choques culturais entre as gentes, oriundas de todas as partes do mundo, vivendo em comunidade. 
A tudo isto acrescem os problemas ambientais e as alterações climáticas, as quais são em grande medida causadas pela evolução da tecnologia e dão origem a problemas e conflitos diversos, éticos, científicos ou económicos, para além de, muitas vezes, colocarem em risco a vida das populações, através de catástrofes naturais, secas ou poluição.
E, é neste Mundo em convulsão que, recentemente, Donald Trump se tornou presidente do EUA, o país mais poderoso do mundo e onde vivem ou se estabeleceram os homens e grupos económicos mais ricos e poderosos.
Os media e a imprensa falsa divulgam permanentemente e de forma sensacionalista e exacerbada, toda a espécie de acontecimentos ligados a esta presidência. Um pouco por toda a parte, nos EUA e no resto do mundo, figuras públicas e grupos de anónimos manifestam-se, de várias formas, inclusivamente através de petições, contra as decisões e tomadas de posição do novo presidente.
Mas, verdadeiramente, são as palavras, decisões e ações  do recém-eleito presidente e as reações dos governantes, dos outros países, às mesmas, que devem ser, para todos nós, motivo de reflexão e alerta.

Será que nos encontramos na iminência de uma terceira guerra mundial? 
Será que o mundo ocidental caminha a passos largos para a criação de novas e cruéis ditaduras?
Será Trump um novo líder enraivecido que, à semelhança do que aconteceu no século XX, com Hitler, Estaline e outros governantes, com menor poder à escala mundial, irá deixar um rasto de sangue e sofrimento, na história do século XXI?
Até que ponto é que as informações que nos chegam, através dos media ou da internet, são fiáveis ou fidedignas? 
As nossas opiniões baseiam-se em factos ou estamos a ser manipulados por grupos ou cartéis com interesses obscuros?
As nossas ações, ou falta delas, ditam o nosso Presente e irão originar e moldar, não só o nosso Futuro, mas também o daqueles que virão depois de nós.

ABERRANTOPARVIDIOTALARVOCRACIA foi o neologismo que criei para identificar situações aberrantes, reveladoras da extrema estupidez. crueldade, intolerância, maldade ou fundamentalismo de que os seres humanos são capazes, as quais são causadoras do sofrimento de outros seres humanos, da própria humanidade, como um todo, e, também, de forma gratuita, dos animais e da natureza.
As ações, ou falta delas, de cada um de nós, revelam se estamos do lado do Bem ou do Mal. Não há espaço para nuances de cinzento, pois, ao virarmos a cara para o lado, quando confrontados com o Mal praticado por outros, não estamos a escolher o Bem, estamos, sim, a compactuar com o Mal.

Grande parte das nossas vidas desenvolve-se entre nuances de cinzento, o que nos leva a perder, muitas vezes, a oportunidade de ser a melhor versão de nós próprios, pois encontramo-nos demasiado ocupados em encontrar explicações ou culpados, enquanto nos debatemos com os nossos traumas, medos, limitações ou rancores.


A marca que iremos deixar para o Futuro resultará das nossas ações no Presente. Porque nunca sabemos quando será a nossa última oportunidade para dizer ou fazer algo, torna-se vital demonstrar o nosso amor, dedicarmo-nos àquilo de que gostamos, defender aquilo em que acreditamos e agirmos em função dos nossos valores e princípios. Pois será de acordo com o que fizemos que seremos lembrados.



Discurso de tomada de posse de Donal Trump





Hitler

Discurso de tomada de posse





Estaline

Discurso de tomada de posse


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