Vacinas; Saúde Pública; Mitos; Doenças

Mitos, Irresponsabilidade e Saúde Pública

quarta-feira, abril 19, 2017Teresa Varela

Após a publicação desta crónica, uma das pessoas infetada com o vírus do sarampo, uma rapariga de 17 anos, infelizmente, veio a falecer em consequência de complicações associadas à doença. 
Não me cabe a mim fazer quaisquer julgamento relativamente aos pais, particularmente nesta hora de profunda dor.
Contudo, não posso, mais uma vez, deixar de afirmar que a não vacinação coloca em risco a vida tanto dos não vacinados, como dos grupos em que se inserem.
Somente a vacinação de toda a comunidade permite que exista verdadeira imunidade, pois esta é uma imunidade de grupo.
Mesmo para as doenças consideradas erradicadas isto continua a ser verdade. Pois, o que se erradica é a doença, através da vacinação, mas os vírus continuam bem vivos, à nossa volta ou mesmo dentro de nós.
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Sarampo
 "Vai em 21 o número de casos confirmados, mas o Instituto Ricardo Jorge ainda está a investigar 11 casos suspeitos. No Hospital de Cascais, um bebé de 13 meses, que não tinha sido vacinado, contagiou na Urgência uma jovem de 17 anos e quatro profissionais de saúde. No início deste mês, a DGS detetou outros seis casos, de quatro bebés com menos de 12 meses, que não estavam vacinados, e de dois jovens adultos, no Algarve e no Norte.

MOVIMENTO ANTIVACINAÇÃO
Em 1998, um cirurgião de origem canadiana, Andrew Wakefield, publicou na revista The Lancet um estudo que demonstrava uma pretensa causa-efeito entre a vacina tríplice (sarampo, papeira e rubéola) e o autismo. Veio a provar-se que o estudo era fraudulento mas, entretanto, a teoria já se espalhara nos Estados Unidos e na Europa. "

Discute-se, agora, nos media, se obrigar os pais a vacinar os filhos não será um atentado à sua liberdade.
Ora bem, a liberdade tem limites, não é verdade? Pois é, e o limite é quando interfere com a liberdade dos outros.

Infelizmente, a estupidez é uma coisa ilimitada.
Então, existem pessoas a adoecer e a correr risco de vida, porque há outras pessoas que acham que podem não vacinar os filhos, com vacinas com mais de 50 anos e que reduziram a mortalidade infantil a números baixíssimos. 
Estas criaturas decidem que podem pôr em risco a sua própria saúde (problema delas), a dos filhos (problema social e criminal) e a própria saúde pública, podendo estas suas ações causar uma grande epidemia - (problema e responsabilidade social e criminal.
Penso que a saúde de crianças indefesas e a do resto da população é motivo suficiente para que não haja necessidade nenhuma de haver um debate público e/ou político para saber se essas criaturas, que não acreditam em vacinas, têm o direito e a liberdade de pôr em risco a saúde dos seus filhos e de comunidades inteiras.
Tretas de conversas de laboratórios não são para aqui chamadas. Os laboratórios têm muito mais em que ganhar dinheiro do que com vacinas velhinhas, que vendem ao preço da uva mijona. Mas, terão muito dinheiro a ganhar com todos o medicamentos que irão vender, caso se permita que esta esta gente não vacine os filhos e comece a adoecer e morrer gente em consequência das ações criminosas destes pais irresponsáveis.

Agora, foi o sarampo. Esperem pela varíola, pela poliomielite, pela tuberculose e vão ver como elas matam. 
Do Programa Nacional de Vacinação (PNV) fazem parte uma série de vacinas que permitiram a total ou parcial erradicação de uma série de doenças, umas mais graves e de consequências mais nefastas do que outras



VARÍOLA
A varíola é uma doença infetocontagiosa. É causada por um Orthopoxvirus, um dos maiores vírus que infectam os seres humanos. 
Foi considerada extinta desde 11 de setembro de 1978, ano em que ocorreu o último caso que vitimou uma médica num laboratório inglês por erro (Janet Parker); o último caso registado fora dos laboratórios foi registado em 1977, na Somália, tendo Ali Maow Maalin (um jovem de 23 anos, residente na cidade de Merca) o último homem a contrair varíola fora dos laboratórios, mas recuperou. 
Foi a primeira doença erradicada pelo homem, graças à intensa campanha de vacinação em todo o mundo, a sua erradicação foi anunciada em 1980 pela Organização Mundial da Saúde.
Desde sempre a varíola foi a causa de epidemias mortíferas. Teria surgido na Índia, sendo descrita na Ásia e na África desde antes da era cristã, tendo sido a responsável mais provável da epidemia misteriosa catastrófica ocorrida em Atenas que, segundo Tucídides, matou um terço da população, no ano de 430 a.C., dando início ao declínio dessa civilização democrática. A doença era anteriormente desconhecida (Hipócrates não descreve nada parecido), e desapareceu novamente a seguir. A epidemia terá surgido de novo nos séculos II e III, matando grande proporção da população totalmente não imune do Império Romano, como mais tarde faria na América.
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POLIOMIELITE
A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença infecciosa viral aguda transmitida de pessoa a pessoa, principalmente pela via fecal-oral. 
Por volta de 1910, grande parte do mundo experimentou um aumento dramático dos casos de poliomielite e as epidemias tornaram-se eventos comuns, principalmente nas cidades durante os meses de verão. Essas epidemias — que deixaram milhares de crianças e adultos paralíticos — incentivaram a "Grande Corrida" em busca do desenvolvimento de uma vacina. Desenvolvida na década de 1950, a vacina contra a pólio reduziu o número global de casos da doença por ano de centenas de milhares para menos de mil.
Os esforços pela vacinação, apoiados pelo Rotary International, Organização Mundial da Saúde e UNICEF devem resultar na erradicação global desta doença.
Dois tipos de vacina são usados em todo o mundo no combate à poliomielite. Ambos induzem imunidade contra a pólio, bloqueando eficientemente a transmissão de pessoa a pessoa do poliovírus selvagem, protegendo, portanto, os indivíduos vacinados e a comunidade (imunidade de grupo).
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A tuberculose (TB) (do francês tuberculose)- chamada antigamente de "peste cinzenta",e conhecida também em português como tísica pulmonar ou "doença do peito" - é uma das doenças infecciosas documentadas desde mais longa data e que continua a afligir a Humanidade nos dias atuais. 
A tuberculose é considerada uma doença socialmente determinada, pois sua ocorrência está diretamente associada à forma como se organizam os processos de produção e de reprodução social, assim como à implementação de políticas de controle da doença. Os processos de produção e reprodução estão diretamente relacionados ao modo de viver e o trabalho do indivíduo.
A tuberculose pulmonar é a forma mais frequente e generalizada da doença. Porém, o bacilo da tuberculose pode afetar também outras áreas do nosso organismo, como, por exemplo, laringe,[5] os ossos e as articulações,[6] a pele (lúpus vulgar), os glânglios linfáticos (escrófulo), os intestinos, os rins e o sistema nervoso. A tuberculose miliar consiste num alastramento da infecção a diversas partes do organismo, por via sanguínea. Este tipo de tuberculose pode atingir as meninges (membranas que revestem a medula espinhal e o encéfalo), causando infecções graves denominadas de "meningite tuberculosa".
Em diversos países, houve a ideia de que por volta de 2010 a doença estaria praticamente controlada e inexistente. No entanto, o advento do HIV e da AIDS mudaram drasticamente esta perspectiva. No ano de 1993, em decorrência do número de casos da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou estado de emergência global e propôs o DOTS (Tratamento Diretamente Supervisionado) como estratégia para o controlo da doença

Peço desculpa a todos os meus Seguidores e Visitantes pelas imagens horríveis que publiquei. 
Não tenho por hábito publicar imagens que firam a sensibilidade, mas não podemos brincar com coisas sérias e a não vacinação das crianças pode vir a ter resultados catastróficos para todos nós. 
Pelo que optei por publicá-las como forma de chamar à atenção de todos para os riscos reais que corremos.

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