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Mundo Desencantado

quinta-feira, junho 08, 2017Teresa Varela



Foto de Aaron Karnovski

Nas nossas vidas, no nosso pequeno Mundo, procuramos viver harmoniosa e satisfatoriamente;  Procuramos o equilíbrio e o sentido da vida; Formamos famílias, convencionais ou não; Temos amigos; Integramo-nos em grupos políticos, religiosos, desportivos ou quaisquer outros; Defendemos causas e pontos de vista; Temos profissões, por gosto ou obrigação, que nos "roubam" oito horas diárias, ou mais, e às quais nos dedicamos, mais ou menos, de acordo com o nosso brio profissional e a forma como estas nos preenchem ou realizam; Sonhamos com as férias, de sonho, o carro, de sonho, a casa, de sonho, o vestido, o móvel, que nos namora da montra; Estudamos; Temos hobbies que nos preenchem apaixonam ou distraem; Queremos ser bem sucedidos, reconhecidos, integrados, amados.
Na verdade e acima de tudo, procuramos a felicidade e tentamos viver o melhor que nos é possível.
Mas, diariamente, somos confrontados com o sofrimento, violência, corrupção ou maldade humana. As quais nos chocam, mas a que quase nos habituamos, pela quantidade e dureza da informação que nos chega, através dos meios de comunicação ou das redes sociais.
Criámos uma capa dura, de uma indiferença condoída. De facto, só nos doí, verdadeiramente, quando nos toca a nós ou aos nossos.
Evitamos aprofundar. Distanciamo-nos  destes processos, como se as Sociedades tivessem vida ou existência própria, independente das nossas escolhas, ações ou participação.
Mas, a sociedade, de facto, somos nós. Sem humanos a Sociedade, tão criticada e acusada de todos os males do mundo, não existe.
Precisamos acordar da nossa letargia indiferente, do nosso encolher de ombros, como quem diz, "tenho muito pena, mas não posso fazer nada. Eles é que têm a culpa, Eles é que decidem. Eles são corruptos, criminosos, doentiamente ambiciosos e sem escrúpulos".
Mas, quem são estes "Eles" com quem, invariavelmente, nos desculpamos e a quem acusamos? "Eles" somos todos nós. "Eles" são homens e mulheres comuns que, por qualquer razão, tiveram ou têm acesso a qualquer tipo de poder e o usam para seu próprio benefício. 
Mas, o problema é que eles são o nosso espelho, pois, na verdade, entre eles e nós há bem poucas diferenças ou distância.
A nossa indiferença, condoída, do ainda bem que não é comigo, propicia e alimenta as ações dos que detêm o poder, político, económico, religioso, familiar ou qualquer outro.

Estas são imagens cruéis e inumanas de uma "parte" do nosso mundo, as quais  evitamos ver ou das quais nos desligamos, pois não somos nós que fazemos, participamos ou ganhamos nada com isto.
Será mesmo? 

Para onde vai o lixo eletrónico que todos nós produzimos? Sim, nós. Todos aqueles que têm telemóveis, computadores ou qualquer outro equipamento elétrico ou eletrónico.
Será que queremos mesmo saber? Ou, para que a nossa consciência fique tranquila, basta-nos reciclar o nosso lixo e dizer umas patacoadas pseudoambientalistas e pseudohumanitárias?



A escravatura foi abolida. Agora, há uma nova forma de escravatura, é nos nossos empregos, onde nos obrigam a trabalhar horas demais, em más condições, com muitas exigências e pouca expetativas e baixos ordenados. Será?
De facto, existem algumas injustiças, desigualdades, abusos de poder ou corrupção no nosso mundinho ocidental. Mas, escravatura?
Ora confira aqui


A droga é um dos mal do nosso novo mundo. Por causa dela morrem ou ficam física e/ou mentalmente incapazes centenas ou milhares de pessoas todos os anos.
Esta é objeto de negócios milionários, os quais suportam, apoiam e geram uma elevada percentagem da criminalidade existente no mundo ocidental.
Serão os produtores de droga, na sua origem, os grandes culpados? Ou, antes, serão estes apenas as vítimas, distantes, da corrupção e maldade humana, que produzem droga, apenas e só, para garantir a sua sobrevivência e das suas famílias?




Por uma vez, não olhemos para o lado, não usemos a nossa indiferença, condoída. Não culpemos os "Eles", porque os "Eles", afinal, somos todos nós.

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