Opções; Integridade; Honestidade

E agora?

segunda-feira, maio 22, 2017Teresa Varela


Você tomou a posição correta. 
Você disse o que tinha a dizer.
Você fez o que tinha que fazer.
Você analisou a situação de todas as perspetivas possíveis e chegou sempre à mesma conclusão, não podia, em consciência, ter tomado outra atitude.
Por respeito a si próprio, a bem da sua sanidade mental, em defesa da sua autoestima e/ou  da sua honestidade e integridade, enquanto ser humano, e em consonância com a sua voz interior, aquela que vem do mais do profundo de si mesmo e que, como bem sabemos, é a voz da verdade. Você sabia que tinha que se encher de coragem e, ainda que temendo as consequências, as perdas, sabia que não agir traria, a  médio ou longo prazo, consequências mais nefastas, acima de tudo, para si próprio e para aquilo que você é, no seu intimo, e pretende ser.
Então porquê essa angústia? Essa tristeza? Essa sensação de seu estômago se ter tornado o habitat de milhões de borboletas enlouquecidas?  Porquê esse aperto em seu coração?
Você, por mais que anseie por ela, resistirá sempre à mudança. Por mais que você saiba que a sua opção é a certa, tem, igualmente, consciência de que o resultado pode não ser aquilo que queria ou desejava, pois não tem qualquer controlo sobre aquilo que lhe é exterior.
E agora?
Agora você está aí, a sentir-se mais sozinho do que alguma vez sentiu na vida. Quase com medo de respirar profundamente, tem medo que faça doer. Sem saber se há-de falar ou calar, fugir ou ficar, gritar ou silenciar.
O tempo de espera dói-lhe como ferida aberta, que parece tudo atrair para com ela chocar.
Você se sente tal qual aquela florzinha, forte e corajosa, que desafiou a aridez e as condições mais adversas, nascendo e vingando em um qualquer lugar improvável e inóspito. Ela é grata ao sol e à chuva que a fortalece e faz crescer. Mas, ela está só, sedenta de companhia, de um ombro onde repouse suas pétalas, cansadas, segura de que não irá perecer.
É, você vai ter que esperar, mantendo a sua posição, não de forma inflexível ou intolerante, mas com firmeza. O tempo lhe trará a resposta e, não esqueça, como diz a sabedoria popular "não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe". 
"Isto" também vai acabar por passar.

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2 comentários

  1. Pois é, Teresa. Recentemente, tomei uma posição que achei correta, e continuo achando. Mas ela me causou tantos dissabores, que tive que voltar atrás a fim de poupar uma pessoa que amo e que está envolvida na trama. Mesmo não concordando com o que foi feito, tive que engolir e ir em frente. Não consegui manter-me de pé até o final, apenas porque tal pessoa é frágil, e ela ficaria realmente muito mal se eu o tivesse feito.

    Acho que precisei abdicar de meus princípios a fim de não ferir alguém, e ainda me pergunto se fiz a coisa certa, já que quem saiu ferida fui eu. Pesdiram-me desculpas e disseram que entendi tudo errado, mas nada fizeram para consertar o erro. Ainda continuo achando que não entendi errado: entendi certo.

    Abraços!

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